A Paróquia

História dos Carmelitas

Foi durante a Idade Média, numa época de renovação da Igreja, que alguns eremitas cristãos saíram da Europa em peregrinação à Palestina, seguindo uma nova forma de expressar sua religiosidade: a penitência e a oração.

 

Chegaram por volta de 1190, à Terra Santa (Monte Carmelo perto de Haifa na Palestina). Alguns sacerdotes, leigos, nobres e cavaleiros que participaram das Cruzadas vieram a se estabelecer no Monte Carmelo perto de uma capela dedicada a Nossa Senhora, iniciando então uma experiência de vivência espiritual sob a inspiração do Profeta Elias e de Maria Santíssima. Com o desejo de serem reconhecidos canonicamente e obter o reconhecimento por parte da Igreja, pediram ao Patriarca de Jerusalém, Santo Alberto de Avogrado, que escrevesse para eles uma Fórmula de Vida.

 

Até os carmelitas seguem a Regra dada a eles pelo Patriarca Latino de Jerusalém entre os anos 1206 e 1214. Neste curto texto foi codificado o tipo de vida que levavam: solidão, oração, obediência, castidade, jejum e eucarística. As sucessivas investidas dos sarracenos na Palestina, obrigaram os carmelitas a, paulatinamente, retornarem aos seus países de origem na Europa.

 

Surgiram assim seus primeiros conventos, todos constituídos segundo a regra de Santo Alberto, onde era reforçada a vida solitária e contemplativa.A Ordem, em 1247, foi equiparada às Ordens Mendicantes, seguindo a evolução dos tempos. Foi necessário se inserirem nas cidades (urbanização), dentro da nova realidade social, onde as principais características de vida eram: oração, ascese, fraternidade, pobreza e apostolado.

 

As atividades pastorais compreendiam geralmente: missa, sacramentos, e, às vezes, pregação. Nesta época, teve início a difusão da assistência a confrarias, associações etc. A propagação da devoção mariana esteve sempre presente em todas as suas atividades. A expansão da ordem durou três séculos, com a fundação de grande número de mosteiros, tanto masculinos como femininos.

 

A chegada ao Brasil se deu em 1580 quando reinava em Portugal o Cardeal D. Henrique que desejava difundir a fé de Cristo pela nova colônia conquistada e, para tanto, enviou alguns religiosos da Ordem do Carmo na esquadra que tinha por finalidade formar uma Colônia na Paraíba, especialmente para repelir os corsários huguenotes que infestavam o norte do Brasil. O capitão comandante dessa esquadra foi um fidalgo de sua casa, o renomado navegador Frutuoso Barbosa.

 

Os religiosos escolhidos pelo então vigário provincial, M.R.P.M. Frei João Caiado, foram: Frei Bernardo Pimentel, Frei Antonio Pinheiro, Frei Alberto de Santa Maria e Frei Domingos Freire os quais, segundo a patente que se encontra no Convento de Lisboa , deveriam fundar conventos não só na Paraíba como em outros lugares. Aproximando-se do litoral de Recife, a armada foi dispersa por uma tempestade e os frades carmelitas se estabeleceram em Pernambuco, fundando em 1580 seu primeiro convento no Brasil, na cidade de Olinda, em terras doadas pelo Governador Jerônimo de Albuquerque.

 

O aumento do número de frades em outras expedições que vieram de Portugal, deu ensejo à expansão do Carmo no Brasil, através da fundação de outros conventos em direção ao sul do país. Foi assim que, em 1586, os sacerdotes Frei Alberto de Santa Maria, Frei Belchior do Espírito Santo, Frei Bento da Visitação e Frei Damião Cordeiro partiram para Salvador e iniciaram a fundação de um novo convento.

 

A seguir foram fundados os seguintes Conventos: Santos (SP) – 1589; Rio de Janeiro – 1590; Angra dos Reis – 1593; São Paulo – 1596; São Cristovão (SE)- 1600; Paraíba do Norte – 1608; São Luiz do Maranhão – 1616; Belém do Pará – 1624; Mogi das Cruzes (SP) – 1629; Recife – 1631; Goiana – 1636; Alcântara – 1647; Rio Real – 1683; Vitória – Anterior a 1685; Itu – 1719.